22 de novembro 2017

Sala Miguel Torga

Apresentação do livro "Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer - para um debate de cidadãos", de Miguel Oliveira da Silva

A sessão de apresentação do livro "Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer" do médico obstetra Miguel Oliveira da Silva, editado pela Caminho, realizar-se-á a 22 de novembro, quarta-feira, a partir das 21h00, na Sala Miguel Torga da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

Nesta sessão participarão o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes; o autor deste livro, o médico obstetra, Miguel Oliveira da Silva. São apresentadores da obra e do autor, o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, André Dias Pereira; o ensaísta e teólogo Professor Doutor Anselmo Borges; Professor Catedrático, Doutorado e agregado em Direito na área das ciências Jurídico-penais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Professor Doutor José de Faria Costa; Professora auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Médica especialista em Ginecologia/Obstetrícia, e diretora do Serviço de Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra - Polo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Professora Doutora Teresa Almeida Santos e o responsável pela Editorial Caminho, Zeferino Coelho. 

 

 

 

 

 

 

SINOPSE


Eutanásia, suicídio ajudado, barrigas de aluguer são questões que a todos afectam, que não nos podem deixar indiferentes. As respostas que lhes damos - e as que lhes saibamos vir a dar - afectam a nossa vida, a nossa dignidade, os valores que praticamos e legamos aos nossos filhos. São questões que exigem um informado e sereno debate de cidadãos, timbre de uma genuína democracia participativa. Mas não basta questionar-se e questionar: há que transformar estas realidades. Perante o alargamento de direitos individuais nos extremos da vida humana, somos responsáveis pelo modo como o Estado assegura ou não a protecção dos mais vulneráveis: os jovens produto de tecnologias genéticas e reprodutivas, e as pessoas
humanas em sofrimento intolerável que reclamam querer morrer. Como ser equitativo no acesso a estas tecnologias, e qual é aqui a relação entre o Serviço Nacional de Saúde e o sector privado? Quando, e como, têm os pais a obrigação de assegurar que os seus filhos possam conhecer a verdade sobre a sua história biológica: quem lhes deu o esperma ou o óvulo, qual a mulher que os gerou e pariu, quantos meios-irmãos poderá ter? Como deve o Estado responder ao pedido de eutanásia e suicídio ajudado?
Na crescente tensão entre direitos fundamentais nestas áreas, aonde os novos e velhos deveres e o seu instável ponto de equilíbrio, numa sociedade tolerante e plural?