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Ordem dos Médicos do Centro critica ausência de concurso público para recém-especialistas
Ministério da Saúde está a "travar" colocação de 52 médicos de família na região Centro

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos critica o 'desprezo' do Ministério da Saúde para com os 290 médicos recém-especialistas de Medicina Geral e Familiar que aguardam, há três meses, a publicação do mapa de vagas por unidades funcionais dos Agrupamentos de Centros de Saúde.

Na região Centro, 52 médicos de família estão a aguardar abertura de concurso público que já poderiam estar a prestar cuidados de saúde a quase 99 mil utentes. A nível nacional, mais de 500 mil utentes ficariam com Médico de Família (dos 800 mil utentes atualmente sem médico).

"É inconcebível esta inércia do Ministério da Saúde. Os recém-especialistas já deveriam estar a contribuir para a diminuição do número de utentes sem médico de família. Pior: estes jovens médicos acabam por desmoralizar e tentar outras vias para além do Serviço Nacional de Saúde ", critica Carlos Cortes que há muito exorta para a celeridade e transparência dos procedimentos concursais dos recursos humanos médicos. O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, citando dados da Administração Central do Sistema de Saúde, lembra que, no primeiro trimestre deste ano, mais de 800 mil utentes não têm médico de família atribuído.

Há precisamente três meses, desde a conclusão das provas referentes ao exame para a obtenção do grau de especialista em Medicina Geral e Familiar, que os mais jovens médicos de família aguardam pela abertura de concursos. "O impacto negativo deste atraso é tremendo. Os doentes são os mais prejudicados. É uma situação intolerável", denuncia Carlos Cortes.

 

16 julho 2017