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Ordem dos Médicos do Centro critica Ministério da Saúde pelo atraso na criação dos Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP)
Emissão de atestados para a carta de condução está a prejudicar o atendimento aos utentes dos serviços de saúde


Coimbra, 20 de Julho de 2017 - A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) exige que o Ministério da Saúde cumpra a sua promessa de criação dos Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP) e alerta para o facto dos utentes dos serviços de saúde estarem a ser prejudicados no atendimento, devido à burocracia e ao tempo necessário para os médicos de família emitirem eletronicamente os atestados necessários para a carta de condução.
"É inadmissível que o Ministério da Saúde continue a adiar o cumprimento da sua promessa e a prejudicar os utentes. É urgente que a Tutela deixe de sobrecarregar o atendimento nos cuidados de saúde primários, que já sentem no seu dia-a-dia inúmeras dificuldades na gestão dos tempos de atendimento dos utentes", critica Carlos Cortes que já manifestou publicamente a sua total insatisfação em se ter avançado com a informatização sem a criação de centros especializados, tal como estava inicialmente prometido.

"É preciso ter consciência de que em média um médico de família gasta cerca de 30-45 minutos com a aplicação informática para a emissão de atestados médicos e que são precisas 2 ou 3 consultas para fechar este processo. Isto significa que em média entre 6 a 9 utentes saem prejudicados e sem atendimento médico devido a este processo tão moroso", reforça o Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.
Recorde-se que desde o passado dia 15 de maio, todos os atestados médicos para a carta de condução têm obrigatoriamente de ser emitidos por via eletrónica.

No entanto, e segundo um recente questionário de avaliação de satisfação realizado pelo Gabinete de Informação e Tecnologia da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos a um conjunto de 506 médicos revelou que 95,8% destes profissionais não têm ao seu dispor todos os meios de que necessitam para a avaliação pormenorizada do utente. Como consequência desta situação, 87,9% dos médicos inquiridos afirmaram que é necessário mais do que uma consulta para emitir este atestado e 93,3% dos médicos consideram que a relação médico-doente pode ser posta em causa.


"O impacto negativo, desta promessa do Ministério da Saúde não cumprida, é tremendo junto dos doentes. É uma situação inaceitável que vem realçar o distanciamento que existe entre quem decide e quem presta os cuidados a quem deles precisa", conclui Carlos Cortes.