11 de agosto 2017

Informação

A análise dos principais temas da Saúde no programa "Praça da República"

 


Seis meses de mandato, uma panóplia de ações e alertas em defesa dos Saúde e dos Doentes. Aos microfones da Rádio Regional do Centro, no programa "Praça da República", o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, faz a análise dos principais temas da Saúde na região.

Instado a fazer o balanço do primeiro meio ano do triénio 2017-2019, o atual diretor do Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Médio Tejo frisou que a forma de exercer o mandato vem na continuidade do triénio anterior, sublinhando que o denominador comum da intervenção da 'marca SRCOM' tem, de facto, ajudado a resolver várias questões importantes "na defesa da qualidade da Saúde, na defesa dos utentes". 'Marca SRCOM', isto é, pressionar e intervir institucionalmente junto dos órgãos competentes bem como denunciar e divulgar problemas no sentido de os ajudar a resolver.

Nesta entrevista, Carlos Cortes abordou vários temas da atualidade, tais como os Serviços de Avaliação Médica e Psicológica para a emissão de atestado médico para a carta de condução, cuja criação a Ordem dos Médicos pediu muito insistentemente ao Ministério da Saúde. Objetivo: permitindo que os centros de saúde sejam mais eficientes na prevenção e tratamento das doenças, uma vez que os médicos de família deixarão de ter esta tarefa. "Estas consultas ocupavam 'várias consultas'", explicou Carlos Cortes, recordando um inquérito recente efetuado aos médicos da região Centro, no âmbito do qual os médicos de família relatavam que a emissão por via eletrónica do atestado médico para carta de condução "ocupavam duas consultas". Em relação a esta temática, o presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos afiançou que continuará atento, "porque entre a tomada de uma decisão e a sua verdadeira implementação, poderão passar meses".

Carlos Cortes lembrou ainda que, na sequência das visitas efetuadas às unidades de saúde da região Centro, mantém grande preocupação com o processo do Centro de Saúde Fernão de Magalhães. Nesta entrevista, Carlos Cortes lançou, aliás, duras críticas à Administração Regional de Saúde do Centro que está paralisada, vaticinando que esta entidade possa ter uma liderança diferente de molde a entender os graves problemas da região.

Sustentando a sua convicção com os exemplos da fusão nos hospitais públicos de Coimbra - e com as disfuncionalidades verificadas designadamente nas urgências - é a partir do minuto 20 que o presidente da Secção Regional do Centro defende uma "reflexão profunda" sobre o processo das fusões hospitalares.

Carlos Cortes criticou ainda o hipercentralismo das regiões metropolitanas de Lisboa e Porto em detrimento do "papel absolutamente fundamental de Coimbra" no setor da Saúde. 


A entrevista integrou a emissão da Rádio Regional do Centro transmitida no dia 12 de agosto, às 11h00. A entrevista está também, na íntegra, publicada no Facebook da Rádio Regional do Centro e da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.