04 de novembro 2017

Informação

Programa "Praça da República", na Rádio Regional do Centro: A entrevista, o comentário, a análise e a opinião

 

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos voltou, sábado, 4 de novembro, aos microfones da Rádio Regional do Centro para ser entrevistado no programa "Praça da República" conduzido por Carlos Gaspar. Esta entrevista surge numa altura em que continua bem presente a Auditoria efetuada pelo Tribunal de Contas ao acesso a cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde.

Recorde-se que, recentemente, assim que foram conhecidos os resultados desta auditoria, Carlos Cortes veio a público tecer duras críticas às manobras administrativas que falseiam as listas de espera a consultas e cirurgias. Na altura o presidente da SRCOM lembrou, aliás, que têm sido recorrentes os alertas e denúncias de profissionais e doentes sobre esta matéria. Carlos Cortes vem, pois, pugnando por uma mudança urgente nos procedimentos do Ministério da Saúde, que através da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), terá de divulgar os dados corretos aos colegas e aos utentes. Aliás, o Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos enviou um ofício aos conselhos de administração dos hospitais e ao conselho diretivo da ACSS para que facultem esses dados como "medida indispensável a uma gestão adequada por parte dos médicos assistentes" para que possam referenciar corretamente os seus doentes.

Para além deste tema da atualidade e recordando os dias de muita angústia e aflição face aos trágicos acontecimentos que assolaram a região Centro, Carlos Cortes lembrou a mobilização dos colegas médicos mas também outros profissionais, tais como psicólogos e enfermeiros, que tiveram uma demonstração de solidariedade, de espírito de ajuda notáveis face aos incêndios florestais com consequências devastadoras. "Estamos a atravessar tempos complexos e difíceis, com grande contestação às políticas do atual Ministério da Saúde mas os médicos, e as outras classes também ligadas à saúde, colocaram as divergências de lado para se dedicarem aos doentes", frisou. "Houve um circuito de referenciação que funcionou bem, encaminhamento doentes queimados para Lisboa e Porto", assinalou, acrescentando que "as pessoas que perderam tudo também precisam de apoio e tem de haver um segundo plano de intervenção", aventando uma rede de suporte e apoio.


Entrevista para ouvir, na íntegra, em 96.2 FM, 4 de novembro.