22 de março 2018

Informação

Coimbra acolheu primeira discussão pública do ano de 2018 sobre as Carreiras Médicas

'Serviço Nacional de Saúde-Carreiras Médicas : o passado, o presente e o futuro' foi o mote para uma sessão de debate na Ordem dos Médicos. Dado o interesse desta sessão que decorreu em Coimbra, foi possível acompanhar, através de videoconferência, nas restantes secções regionais da Ordem dos Médicos (Lisboa, Porto e Ponta Delgada). De referir também, que este debate fará parte integrante uma edição do programa 1111 da Rádio Universidade de Coimbra.

Nesta primeira discussão pública do ano de 2018 sobre as Carreiras Médicas (evento organizado pelo Conselho Nacional para o SNS e Carreiras Médicas, órgão Consultivo do Conselho Nacional da Ordem dos Médicos), foram intervenientes: o Bastonário da OM, Miguel Guimarães; o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes; o presidente do Conselho Nacional para o SNS e Carreiras Médicas, Jorge Seabra; o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar, Carlos Costa Almeida; o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Rui Nogueira; o Vice-presidente da Assembleia Geral da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Lúcio Meneses de Almeida.

"Nós, médicos, devemos ter uma liderança e uma responsabilidade" neste tema. Nas várias visitas que tenho às instituições de saúde, deparo-me com as dificuldades dos colegas mais novos perceberem o que são as carreiras médicas", explicou Carlos Cortes, pouco depois de dar as boas-vindas a todos e saudar os organização desta iniciativa. O presidente da SRCOM, para iniciar o debate, leu um trecho do Livro "Médicos e Sociedade - para uma história da Medicina em Portugal no século XX" , do médico Barros Veloso. Passamos a citar: "Em 1957, realizou-se o habitual concurso para internos do Internato Geral dos Hospitais Civis de Lisboa, ao qual concorreram cerca de 70 médicos para 32 vagas, tendo António Galhordas ficado classificado em primeiro lugar. (..) reuniu à sua volta um grupo colegas com o objetivo de refletir acerca dos problemas da Medicina Portuguesa. A falta de empregos para os jovens médicos, o número insuficiente de vagas para formação pós-graduada e o estado caótico da assistência. (...)." "Tendo em conta as pressões do poder político à classe médica que nada favorecem a qualidade da formação médica, não tenho nenhuma duvida que temos de ser nós médicos a tomar este desígnio e saber lutar por ele. Espero e tenho a certeza que acontecerá", reafirmou.

Jorge Seabra, o moderador do debate, anunciou que haverá uma segunda conferência, no Porto, com os dirigentes sindicais e uma terceira sessão, em Lisboa, deste ciclo com os representantes parlamentares.